Hora pós eleitoral na Federação brasiliense de futebol:

Hora pós eleitoral na Federação Brasiliense de Futebol:

pós eleitoral

COOPTAÇÕES NEBULOSAS  SEQUESTROS DE CARGOS & RENÚNCIAS

COMUNICADO DE RENÚNCIA DO CARGO

 

ADEMILTON RICARDO DA SILVA, brasileiro, divorciado, servidor público, portador do CPF nº 143.899.671-34, residente e domiciliado nesta Capital, venho para os devidos fins, informar ao Presidente da Federação Brasiliense de Futebol, que, por motivos de foro íntimo peço a renúncia do cargo de ASSESSOR ESPECIAL DA PRESIDÊNCIA, que desempenhava as atribuições de SECRETÁRIO GERAL, cargo este que fora até a data de hoje, desempenhado com ética e zelo por minha pessoa.

 Sem mais agradeço.

Brasília, 20 de fevereiro de 2013.

  ADEMILTON RICARDO DA SILVA

     

        O ADEMILTON RICARDO DA SILVA  mais conhecido pelo apelido (PAVÃO), mal foi proclamado o resultado das eleições para a composição da nova Diretoria da Federação Brasiliense de Futebol, exigiu e foi nomeado,  sem mérito acadêmico e/ou técnico, para o cargo de Assessor Especial da Presidência, Secretário Geral e, seguidamente,  para o cargo  Diretor de Futebol da FBF.

          Essas idas e vindas ao pote, com extrema sede de poder e ambição desmedida de  mando, por um lado sem suporte de conhecimentos acadêmicos científicos e/ou técnicos que esses cargos recomendam para se ser titular deles, e, por outro lado, acompanhado da mistura concentrada e simultânea de interesses clubistas, constituem uma auto-subversão funcional e acabaram se transformando numa retrógrada cooptação que travestiu  a instituição Federação Brasiliense de Futebol, dando-lhe uma figura de contornos conspiratórios  e ambíguos com aparência de centro de   conflitos  entre grupos de interesses maquiavélicos de determinados  membros da Diretoria que teimam continuar as “operações de flagelações odiosas” aos seus desafetos.     

              Não é  segredo para ninguém que o senhor ADEMILTON RICARDO DA SILVA mais conhecido pelo apelido (PAVÃO), é um simples funcionário de escalão mínimo do Senado Federal e que ele não possui nenhuma formação acadêmica que lhe proporciona domínio de conhecimentos necessários para o exercício sério e credível de qualquer um desses cargos ( Assessor Especial da Presidência, Secretário Geral e/ou Diretor de Futebol) da Federação de Futebol da Capital do País que o Emérito Presidente da CBF, Dr. José Maria Marin, conceituou como a Federação de Futebol da maior  responsabilidade no País.

       A prova dessa ausência de capacitação e de formação pela parte do Sr. Pavão, consubstancia-se no fato de que ele não foi capaz sequer, de organizar uma simples mesa de trabalho para ele mesmo na Federação e muito menos de formatar um Secretariado Geral. Ou seja, durante os três dolorosos  e lastimáveis  meses em que ele esteve ocupando os cargos de Assessor Especial da Presidência,  Secretário Geral e de Diretor de Futebol da Federação Brasiliense de Futebol, ele foi um Secretário Geral sem mesa de trabalho, sem Secretariado Geral e sem um único ato ou planejamento de gestão do futebol na Federação.

        Conjugada esta lamentável falta de domínio  do Savoir Faire – saber fazer- deste  Secretário Geral, como também de dois outros eleitos que depois exigiram e foram nomeados para cargos de Diretores, com os subjetivos  ingredientes de luxo para um estado de convergência entre  viés escatológico  da aceitação não legítima e vexatória das implicações e das conseqüências dos erros, da incompetência e da arbitrariedade, o Presidente eleito, Dr. Jozafá Dantas, se viu cercado por um triunvirato incapaz, presunçoso que só sabe fazer uma coisa: mobilizar  anomalias gravíssimas e substanciais e operar para a permanência daquela sub organização estrutural e funcional, contra os quais os clubes filiados levaram oito anos lutando diuturnamente.

        Alias, como diz Max Weber, “…é este o   tipo de organização  em que  cada um dos fragmentos das finalidades da instituição se transforma ou passa a representar um troféu conjuntural, nas mãos de coadjuvantes destituídos de suficiente qualificação acadêmica e técnica…”

        Este quadro, de  por si, já se presta a ser um escoadouro  entre tudo o que não seja superior  ou inferior, bastando apenas um resultado que dê ressonância ao poder daqueles que dominam.

       Se por um lado, temos hoje na Federação um Presidente que quer implantar técnicas institucionais que favorecem a gestão transformadora da Federação, por outro lado, temos um trio de Diretores que só sabem facilitar uma oposição hostil e uma política de baixa opção entre eles e o próprio Presidente e criar, com isso, impasses prejudiciais aos clubes e à imagem da Federação.

       À este tipo de gestão, eu ouso chamar de supra facções que revelam ser não neutra ou indeterminada, um diálogo pálido de gente que deveria fugir da sua própria consciência, gente que vive numa ambivalência entre seus desejos pessoais, suas aspirações e fantasias diante dos grandes objetivos  da instituição Federação Brasiliense de Futebol e dos legítimos anseios dos clubes filiados.

        Tudo isto representa  um agravamento acentuadíssimo das múltiplas atrofias na organicidade, na estruturalidade,  na finalidade e na funcionalidade da instituição FBF.

               O 2º Vice Presidente da FBF, contra os ditames estatutários da Federação, é também Diretor e responde pela área da Administração da instituição.

      Com todo o respeito, o 2º Vice Presidente é  um oficial de reserva do Corpo dos Bombeiros Militares.E para esse cargo de Diretor de Administração, não tem ele o perfil profissiográfico que  a Federação Brasiliense de Futebol carece, neste momento.

       Com efeito,  e diante dos grandes desafios, das fundadas necessidades   e dos   legítimos anseios dos Clubes filiados, para o exercício do cargo de Diretor de Administração da Federação Brasiliense de Futebol, precisa-se  hoje de  um expert que seja titular de um grau universitário avançado (MA / MSc) em Economia, Negócios e / ou Administração Empresarial ou pública, que domine bem a tarefa de Desenvolvimento Institucional ou uma abalizada experiência relacionada e  específica na área e que tenha  experiência profissional na elaboração e análise de  projetos, elaboração e  execução de programas de desenvolvimento institucional  e  administrativa e que possua conhecimentos do ciclo de gestão de projetos (PCM), e seja comprovadamente experiente na avaliação da capacidade institucional das organizações e na gestão de grandes programas de cooperação internacional, em função da Copa das Confederações e da Copa do Mundo eventos que terão uma das suas sedes em Brasilia já  neste ano.

        Da mesma maneira, não se admite que os dois vices estejam exigindo, como de fato exigem, que as decisões do Presidente sejam tomadas da forma como eles querem, ou então que o Presidente os consulte previamente, antes de tomar qualquer decisão. Hoje é exatamente isso que acontece na Federação Brasiliense de Futebol, quando, na verdade, não é assim que o estatuto diz. Os dois Vices Presidentes  chegam ao ponto de bater na mesa e dizer: “eu não aceito, eu sou contra tal Decisão do Presidente, eu exijo ser consultado antes do Presidente decidir, etc. etc.”

     São aberrações institucionais da maior gravidade que, aliás, se o Presidente da Federação não tomar as medidas adequadas e em tempo oportuno, podem, a passos largos e lesto, levar a Federação ao estado de ingovernabilidade. Chegou-se ao ponto em que os dois Vices Presidentes fazem cooptação entre si, e  nas reuniões da Diretoria Colegiada, votam num só sentido, contra as decisões do Presidente.

        Era visível que estava condenada ao fracasso a  continuidade dessa formula e nos pressupostos com base nos quais os Vices Presidentes e o Secretário Geral  da Federação Brasiliense de Futebol estavam plasmando suas atuações.

       A malícia e a incompetência não têm pernas, rastejam. São uma espécie de repteis institucionais cujas cabeças sempre serão esmagadas pela grandeza dialética dos objetivos da instituição.

      Tanto isto é verdade que, o tristemente célebre  Assessor Especial da Presidência, Diretor de Futebol e Secretário Geral  Sr. PAVÃO, acaba de pedir a sua demissão, e no  passado dia 21, o Presidente da FBF, Dr. Jozafá Dantas,  aceitou, de pronto,  o pedido. E sabe-se que o segundo Vice Presidente Sr. CLÉVER, irá apresentar sua renúncia, conforme foi anunciado, nos dias 21 e 22 deste mês, através da rádio Bandeirante –no Programa  (AM 1.400 diário das 17/19H00) pelo radialista Ailton Dias.  Apoiamos essa decisão de renúncia do Sr. CLÉVER, por ser de honestidade intelectual para com todos os clubes filiados, pois quando alguém é, no mínimo,  intelectualmente honesto, deve renunciar aos cargos para os quais não tem dotação intelectual e/ou  técnica, de exercer com eficiência e eficácia.

       Quanto ao outro estorvo institucional e funcional, só basta observar a norma do artigo 38º. do estatuto da Federação  que diz que somente compete ao Primeiro Vice Presidente substituir o Presidente nos seus impedimentos e assumir a Presidência no caso de vacância do cargo de Presidente. E estando o Presidente em efetivo exercício,  como de fato e de direito está, já dizia um Italiano, Emérito Professor da Estruturação de Funções, do Instituto de Formação da Organização Internacional do Trabalho (OIT)  que:

   “Il Vice Presidente è una sorta di steppa, la sua funzione è la funzione sostitutiva. Non dovrebbe avere funzioni oltre a quelle meno che non detenga notevole conoscenza scientifica e / o tecnica in grado di accreditare lui per svolgere determinati compiti o tecniche scientifiche che alla fine devono essere assicurato il titolo transitória. ..”-O Vice Presidente é uma espécie de  estepe, sua função é função substitutiva. Ele não deve ter funções além dessas,  ao menos que, ele seja titular de notório conhecimento cientifico e/ou  técnico,  capaz de lhe credenciar  a desempenhar determinadas funções científicas ou técnicas que eventualmente precisam de ser asseguradas a titulo transitório  ou  interino”.

    Podemos dizer, por tudo isso,  que o mandado do Presidente Dr. Jozafá Dantas, após quase 120 dias de estorvos funcionais endógenos, só agora está começando verdadeiramente. E esperamos voltar a falar sobre  o exercício dessa Presidência,  somente para elogiar a elaboração do fluxograma e Organograma, da definição  da Missão e dos Valores  Institucionais da FBF, da elaboração do Planos de Metas, da elaboração  do Plano de Carreira, Cargos e Salários, dos Funcionários da FBF, da elaboração e  execução de programas de modernização institucional  e  administrativa e  do estabelecimento de ciclos de gestão de projetos (PCM) da FBF,, ferramentas essas  essenciais para uma gestão metodologicamente imprescindível e que, aliás, a Federação Brasiliense de Futebol ainda não tem.

Prof. António Teixeira

-Jurista, Cientista Político, Teólogo e Docente Universitário-